quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Matéria Correio Paulista



http://correiopaulista.com/2013/marcio-ferreri-a-arte-de-desenhar/


segunda-feira, 27 de junho de 2016

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Semiotica e Ilustração

         Vivemos em uma sociedade que se vê intensamente entrelaçada pela tecnologia de informação, num ambiente de troca intensa de informações e processos que visam produção de mensagens e sentidos por meio de uma variedade de linguagens dos meios de comunicação. A ilustração faz parte desse ambiente onde o significado se apresenta como valor central. Para compreender melhor esse ambiente dominado por diversas mídias e mensagens, a semiótica, ciência que estuda os signos e as linguagens, torna-se uma ferramenta indispensável para o profissional de ilustração, de maneira tal que, seu papel, não pode mais ser mais reduzido e negligenciado na carreira de qualquer profissional de comunicação visual.
 
A semiótica é a ciência geral dos signos e da significação, mas o que vem a ser signo? De uma forma simples, podemos compreender que, signo é o núcleo ou elemento mais simples que pode ser encontrado no meio do processo de comunicação ou significação. Na comunicação, o emissor tem a função de passar a mensagem para o destinatário, essa mensagem (na forma de texto ou imagem), pode ou não ser compreendida pelo destinatário que tem por trabalho interpretar, reagir ou rejeitar a mensagem. O signo pode ser pensado, inicialmente, como uma espécie particular de instrumento, elaborado para funções comunicativas como, por exemplo: uma fotografia, uma escrita, um desenho, um vídeo ou uma ilustração.
Signo, de modo mais técnico, é aquilo que representa algo para alguém: é aquilo que passa uma mensagem ou uma informação de algo para alguém e, está no lugar deste algo. Por exemplo: quando vemos uma pintura de uma maçã, a pintura da maçã não é a maçã (enquanto coisa) e sim uma reapresentação da maçã com o aspecto que a pintura pode representar a maçã. Uma pintura não pode representar todos os aspectos da maçã: ela reapresenta somente o aspecto visual e bidimensional da maçã. Outros aspectos como, o sabor, o cheiro, o volume tátil, a textura material da maçã e outras qualidades ficam de fora da pintura. E por mais que fosse possível haver um signo que representa o máximo dos aspectos característicos de uma determinada maçã, ainda seria uma representação, uma reprodução daquela maçã e não a própria maçã. Há um quadro do pintor belga, René Magritte (1898 - 1967) que brinca com essa natureza do signo. Veja abaixo:
 
 
 
Um signo é aquilo que representa algo, em certo aspecto. Cada linguagem representa algo de acordo com sua potencialidade de representação. Uma fotografia representa uma maçã de forma diferente de um vídeo, de uma ilustração, de uma escultura, etc. Uma escultura tem o potencial de representar aspectos tridimensionais da maçã; Uma fotografia representa muitos detalhes visuais (textura, cores, tons); Uma ilustração tem o potencial de representar a maçã de forma imaginaria: na ilustração, uma maçã pode ser estilizada, ou tornar-se um personagem com olhos, nariz, boca, pernas e braços e fazer parte de uma campanha publicitária para venda de maçãs. Desse modo, podemos concluir que um signo, além de representa algo sobre certo aspecto, também pode acrescentar outros aspectos e produzir mensagens diversas e novos sentidos. Essa noção é importante para quem quer se tornar um ilustrador, pois a ilustração é um signo e, o trabalho do ilustrador consiste na representação: na produção mensagens e sentidos por meio de imagens artísticas e digitais.

A Ilustração como signo.

Geralmente nas mídias, temos dois tipos predominantes de signos: o linguístico - que seria o texto escrito; E a imagem - que pode ser uma fotografia, uma ilustração figurativa ou ilustração abstrata.
            A escrita ou o signo linguístico, seu processo de significação (ou semiose), ocorre por uma representação de um signo que é bem diferente da coisa a ser representada. A ilustração figurativa, um signo icônico, seu processo de significação (semiose) ocorre por um processo de semelhança com a coisa que ela pretende representar, um processo lógico, quase natural, por analogia. Por exemplo: o desenho de uma maçã (signo icônico), não é a maçã real, mas a representação gráfica e icônica da maçã. Icônica significa semelhante. Ao olharmos para o desenho (signo icônico) e para a referência (imagem da fruta), que foi fonte para o desenho, perceberemos a semelhança visual entre ambos, de modo que, não faremos esforço para reconhecer a semelhança e assumir a ideia da maçã representada no desenho. Diferentemente seria se olharmos para a palavra escrita “maçã” e a fruta, onde veremos que não há semelhança alguma entre o signo verbal “maçã” e a fruta. Veja abaixo:


 


A icônicidade da imagem pode ser variada, e ir desde a fidelidade realística vista na fotografia e nos retratos realistas da pintura clássica, até a sugestão de uma semelhança nos desenhos estilizados: caricatura, retrato impressionista ou mesmo nos efeitos de deformação feito por um software numa fotografia. (Bordenave,1986, p.40). Abaixo vemos que a representação icônica de um rosto pode ser mais para o lado realista ou para o lado cartunizado ou linear:

 
O trabalho de estilização, não só produz um aspecto visual diferente, mas também, produz diferentes significados. Por exemplo: uma ilustração realista pode conotar mais seriedade, enquanto uma ilustração cartunizada, conota ludicidade. Desse modo, ela pode ser utilizada para atingir objetivos comunicacionais específicos e públicos distintos.
Vimos que a ilustração é um signo, isto implica dizer que ela é um tipo de texto, que temos, como ilustrador profissional, aprender a produzir, ler, interpretar esse tipo de texto icônico. É o que veremos no próximo tema: leitura e analise de imagens.
Referencia bibliográfica:
BOADERNAVE, Juan E. Diaz. Além dos meios e mensagens - Introdução á comunicação processo, tecnologia, sistema e ciência. Rio de Janeiro: Vozes, 1986.
JOLY, Martine. Introdução á Analise da Imagem. São Paulo: Papirus, 2008.
PERUZZOLO, Adair Caetano. Elementos de Semiótica da Comunicação - quando aprender é fazer. São Paulo: EDUSC, 2004.
VOLLI, Ugo.  Manual de Semiótica.  São Paulo: Edições Loyola, 200
Por: Marcio Ferreira de Araujo Miyazato é professor da Formação Profissional de Ilustração na Fundação Bradesco - Osasco.

Ilustração: Sintaxe, semântica e pragmática.

Sintaxe, semântica e pragmática.

Vimos anteriormente, que a ilustração e o desenho distinguem-se, principalmente, por seus objetivos ou finalidades, dito de outro modo, seu uso ou dimensão pragmática.
Vamos utilizar três termos do estudo da linguagem para compreender melhor essa distinção entre ilustração e desenho artístico em relação sua função como linguagem e mídia. Observe a figura abaixo:


 
O termo sintaxe vem do grego sin (junto, ao lado de), taxe (conduzir) que significa colocar conduzir junto ou ao lado. Os aspectos sintáxicos ou sintáticos são os aspectos da composição dos elementos visuais ou gráficos da imagem como: cor, tonalidade, textura, orientação e disposição espacial entre as figuras, formas e outros elementos visuais. Na imagem acima, temos uma composição entre um fundo de uma paisagem com predominância de cores frias e neutras, com predominância do verde e é bem dividida espacialmente da figura do personagem, em primeiro plano, com cores quentes. Apesar do contraste à uma harmonia entre verde vermelho que são cores complementares.  O cenário predomina no espaço acima da composição enquanto o personagem fica abaixo, etc. Informações desse tipo, mais visual ou gráfico que consideramos à dimensão sintáxica da imagem.
            O semântico refere-se ao conteúdo ou ideia que lemos na compreensão da imagem. Trata-se do significado ou a mensagem que ela produz. Por exemplo, percebemos na imagem, um cenário arborizado, com casas vista de cima e, a frente um garoto criativo e aventureiro com seu carrinho de rolimã voador. A dimensão semântica é a dimensão do significado da mensagem da imagem.
            A dimensão pragmática pode se referir ao uso, no sentido de efeito da mensagem no público, quanto também, implicar no sentido utilitário do termo. A imagem acima do cenário arborizado, com casas vista de cima e, à frente um garoto criativo e aventureiro com seu carrinho de rolimã voador, pode produzir um efeito contemplativo lúdico ou divertido, passar uma sensação de aventura, adrenalina e até mesmo estimular o público buscar uma aventura, refletir no tema da criatividade ou das invenções da humanidade, etc. Devido a esse potencial de produzir efeito é que essa imagem pode ser apropriada como instrumento de comunicação, propaganda ou como objeto de exposição. Vamos observar abaixo essa questão do uso no sentido utilitário:

 
 
Acima à esquerda, o desenho pode, em determinado contexto, ser utilizado como uma arte para uma exposição, onde seu tema transmite a ideia de aventura e criatividade. À direita, o desenho teve acréscimo de outras informações e foi aplicado a um cartaz de comunicação visual para um evento de feira de quadrinhos, nesse momento, o desenho é utilizado para atender uma necessidade de comunicação e marketing de um cliente, agora numa relação de fins comerciais, e não mais, uma necessidade de expressão pessoal do artista, logo, passou a ser uma ilustração.  A ideia, de aventura e criatividade, foi deslocada e explorada para a composição da mensagem de um cartaz publicitário, com objetivo de passar uma mensagem para atrair um determinado público para um evento de mercado. Para concluir, podemos dizer que o valor pragmático e utilitário do desenho artístico, vai em direção ao contemplativo e ao estético, enquanto, na ilustração a direção é ideológica e mercadológica. Essa distinção se faz cada vez mais necessária na área da ilustração, para o ilustrador, enquanto profissional, possa demarcar um lugar ético e uma identidade definida e seu valor na sociedade.
 
Por: Marcio Ferreira de Araujo Miyazato é professor da Formação Profissional de Ilustração na Fundação Bradesco - Osasco.

Sketchbook como processo criativo.

Sketchbook como processo criativo.

 Sketchbook é um livro ou um caderno com paginas em branco para fazer esboço e estudos de desenho, geralmente utilizado por artistas, desenhistas e ilustradores como parte do processo criativo em seu trabalho.
            Numa exposição de sketchbooks para o Fogg Art Museum na Universidade Havard em 2006, os sketchbooks foram classificados nas seguintes categorias: observação e invenção. Cada uma é relacionada ao uso ou tipo de estudo que se faz no sketchbook:

· Observação: Têm foco no estudo de documentação do mundo externo, incluindo estudos de viagens, da natureza e também, de esboços de memória do artista;


· Invenção: São esboços que seguem a inspiração e a imaginação do artista. Tem seu uso menos formal e mais livre e auxilia o ilustrador/a ou artista na composição e desenvolvimento de ideias novas e experimentais.

Tipos de sketchbook


            Sketchbooks apresentam uma variedade de formas ,tamanhos, cores, volume além de outros meios e tipos de estudos. Veja a classificação abaixo.


1. Em relação ao meio pode ser:


- Artesanal: geralmente feito com papel, podendo ter diferente números de paginas, cores, formatos, encadernação e papéis especiais;

 

- Digital: facilmente encontrado na web em blogs e sites. Geralmente esboços feitos em dispositivos móveis como, tablets e smartfones com auxilio de softwares gráficos ou esboços manuais que passaram por um processo de digitalização.

 
2. Quanto ao tipo de estudo pode ser:

- Estudo de documentação: esboços e estudos de material histórico, cultural como trajes, objetos de época, ou de uma tribo;

- Apontamentos - esboço de características de objetos, animais ou figura humana, como poses de corpo, estudo de anatomia e movimento de animais;

- Estudo de projetos: estudo de layout de projetos gráficos, ilustração, composição de obras e técnicas de artistas;

- Estudo de estilos: estudo de padrões estilísticos de movimentos artísticos ou, de um artista específico;

- Estudo de memória: esboços e desenhos de memória;

- Experimental: desenhos, pinturas e estudos ao acaso, sem pretensões de atingir um objetivo específico ou pré-concebido. Experimentação de materiais, tintas, suportes, técnicas diferentes, etc.


Marcio Ferreira de  Araujo Miyazato é professor da Formação Profissional de Ilustração na Fundação Bradesco - Osasco.

Temas para Ilustração

Temas para Ilustração

            Ilustrar é comunicar por figuras, representar idéias com imagem que possam atender as necessidades de comunicação dos diversos setores da sociedade. Isso implica para o profissional de ilustração saber abordar e desenvolver diferentes tipos de temas com o desenho. Veja abaixo os principais temas. Esta lista é ótima para quem quer montar um portfólio, ou para quem quer exercitar a arte da ilustração!

Temas para desenhar:

Objetos
Transportes
Pessoas
Esportes/Lazer
Abstratos
Animais/Vida selvagem
Fundos/Texturas
Arte
Beleza/moda
Edifícios/Finanças
Celebridades
Editorial
Comidas e Bebidas
Educação
Cuidados de Saúde
Festas
Industrial
Interiores
Modelos (com autorização)
Natureza
Parques /Ar livre
Ciência
Sinais e Símbolo
Tecnologia
Vetores/ clip-art
De Época
Diversos

Dica: Crie um blog, publique seus desenhos e compartilhe com outros artistas. Isso vai ajuda-lo a perceber a qualidade gráfica do seu desenho e ter uma avaliação construtiva por meio do comentário de seus amigos ou profissionais da área.

Por: Marcio Ferreira de Araujo Miyazato é professor da Formação Profissional de Ilustração na Fundação Bradesco - Osasco.

Níveis de atuação na ilustração.

Níveis de atuação na ilustração.

            A formação de Ilustração no Brasil tem sua origem no ensino do desenho artístico e artes plásticas. Muitas escolas não aprofundam questões próprias da área da ilustração, não refletem sobre dimensões que envolvem a linguagem da ilustração e nem seu papel como meio de comunicação. O resultado disso é uma formação inconsistente, e mais, uma geração de ilustradores sem base sólida, que sequer conseguem defender, seu papel no mercado. No Brasil a atividade é mal repensada, não há por parte de muitos ilustradores brasileiros uma necessidade de discutir a ilustração com uma profundidade mais teórica. Os diálogos ficam no nível técnico e artístico, não entra para um nível conceitual, o que faz com que a ilustração, não seja vista em sua complexidade e lugar merecido, por outro lado, algum que ao entrar no nível acadêmico abandonam a pratica e reduz sua atuação no mercado. Assim, podemos encontrar níveis de atuação com ilustração: o nível de ilustração artesã, amadora, semiprofissional, profissional e acadêmica.

a)     Ilustração-artesã: é aquele nível onde o ilustrador/a atua de modo prático e defende a ideia de “dom” para desenhar. Para este, a ilustração se resume em técnicas próprias, principalmente, a técnica que ele ou ela domina ou sabe. Na Ilustração-artesã, o sujeito não se interessa por estudos, seu método é acerto e erro pela pratica.  Na verdade sua atuação reduz à ilustração ao seu “dom” de desenhar.


b)    Ilustração-amadora: está um pouco à frente da Ilustração-artesã, pois, o amador/a apresenta interesse de aprender outras técnicas, porém por meio de autodidatismo. No nível amador, o ilustrador/a torna-se consumidor de livros e revistas de técnicas de desenho e pintura, além dos tutoriais que encontram na internet. Sua atuação no mercado não é tão limitada como a do ilustrador artesão, mas, perde-se com uma visão tecnicista, a noção do quanto o trabalho de ilustração vai além do mero produto técnico e artístico.

 
c)    Ilustração-semiprofissional: Neste nível, o trabalho com ilustração apresenta preocupação tanto com aspectos técnico-artísticos quanto com aspectos conceituais ou de comunicação. Neste nível o ilustrador/a procura se atentar com a mensagem que sua ilustração pode ou não representar. Já tem um dialogo pra além da técnica, se preocupa com o público e com a comunicação da mensagem de seu cliente.

 
d)     Ilustração-profissional: Este nível, o trabalho com ilustração apresenta preocupação tanto com aspectos técnicos quanto com aspectos conceituais, quanto a outras funções que uma ilustração pode impactar dentro de um projeto como um todo.  Neste nível o ilustrador/a sabe que seu papel vai além da produção de artes ou textos visuais. O sujeito se atentar com o impacto social econômico e cultural que uma ilustração pode exercer. Por exemplo, numa ilustração publicitaria, a ilustração além de representar os conceitos de um produto ou serviço, também, pode apelar retoricamente aos desejos do publico; como os “apetites appeals” de sorvetes, chocolates, sucos e outros produtos e serviços.


Exemplo: Apetite appeal - picolés refrescantes

(o termo técnico, apetite appeal significa apelo à fome)

 
 A ilustração pode seguimentar um produto ou serviço; quando com uso de personagens um produto é direcionado para o público infantil ou outro público.  A ilustração como linguagem, pode modular um projeto de comunicação; quando num panfleto informativo sobre saúde ilustra personagens ou usa linguagens como quadrinhos, infográficos em direção a um determinado gênero, faixa etária ou sujeito com aspectos cognitivos delimitados.

             O ilustrador/a profissional tem consciência (ou deveria ter) que a ilustração dentro de um projeto pode exercer função de: potencializar a comunicação, colaborar com estratégia de marketing e propaganda, compor um produto e impactar tanto no capital simbólico como financeiro da empresa ou instituição.

 
a)    Ilustração-acadêmica: é aquela que se limita ao discurso teórico sobre ilustração. Neste nível a pratica não é tão importante, mas, sim a reflexão sobre a ilustração sobre o viés de diversas disciplinas e perspectivas teóricas. Disciplinas como: Teoria da imagem, Semiótica, Historia das artes, Linguagem Visual, Psicologia Gestalt, Antropologia visual, Estética, Gramatica visual, Teoria das cores, Sociologia do consumo e da arte, Linguística e outras mais, podem auxiliar o ilustrador a compreender, qualificar e melhorar sua área de atuação.

            Como podemos ver existe vários níveis de atuação com ilustração: o nível de ilustração artesã, amadora, semiprofissional, profissional e acadêmica. Não temos interesse pelo nível da ilustração-artesã. Buscaremos uma orientação para o nível profissional, mas, nada impede o estudante de iniciar na carreira pelo nível amador e durante o decorrer do tempo alcançar o profissional. Então, prepare um pequeno portfolio e boa sorte!



 
Por: Marcio Ferreira de Araujo Miyazato é professor da Formação Profissional de Ilustração na Fundação Bradesco - Osasco. 


Os meios de ilustração

Os meios de ilustração

            A ilustração é uma linguagem imagética, e geralmente, tem sido associado à atividade de um desenhista ou, de um  artistas plástico, porém, ilustrar não é uma atividade exclusiva do desenho, a fotografia, também serve como ilustração. Em outras palavras, um fotógrafo também pode considerar-se um ilustrador na medida em que suas fotografias exerçam a função de ilustrar ou comunicar temas, assuntos, ideias e mensagens, em projetos editoriais, publicitário, etc. Uma ilustração pode ser produzida por meios:


a)    Tradicionais; quando produzido com uso de desenho, pintura, colagem e outros modos artesanais.

b)    Mecânicos; quando utilizados mecanismo de gravura, xilogravura, máquina fotográfica, etc.

c)    Digital; quando utilizado o uso de softwares e tecnologia digital.

 Mas, qual é o melhor meio para entrar no mercado de ilustração, o tradicional ou o digital?  A resposta é, sem duvida, os dois. Num mercado cada vez mais competitivo um artista deve buscar ser completo. Há alguns mercados como o editorial que tem profissionais da ilustração que utilizam mais, o meio tradicional, mas, no momento de enviar o trabalho para o cliente, terão que digitalizar o desenho ou mesmo, fazer algumas correções no software de tratamento de imagem. Por outro lado, há áreas que privilegiam o digital, mas, somente o processo digital tem limitado o aspecto criativo do ilustrador, assim, o meio e os processos tradicionais podem contribuir com o digital. Dentro de grandes agências de publicidade ou escritórios criativos de design, o ilustrador pode vir a utilizar dois ou três métodos num trabalho, desse modo, não devemos desprezar o potencial de cada método disponível.

            Como podemos ver, há três meios ou métodos de ilustração, ambos têm seu potencial especifico, cabe o ilustrador ter sensibilidade e percepção estratégica para definir qual, quando e onde utilizar cada método.

Por: Marcio Ferreira de Araujo Miyazato é professor da Formação Profissional de Ilustração na Fundação Bradesco - Osasco.

terça-feira, 12 de março de 2013

Livro: Osasco Meio Seculo de Autonomia


Design da capa : Marcio Ferreri
Layouts  iniciais

Capa final aprovada




Lançamento do Livro do vereador Mario Luiz Guide 





segunda-feira, 19 de março de 2012

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Ilustração e Desenho Artístico

 


Desenho Artístico e Ilustração
 
 É comum pensar que ilustração e desenho
artístico são sinônimos, talvez, devido à semelhança da linguagem, sua forma
expressiva ou pelo uso de técnicas e métodos similares. Porém, é necessário
atenção, pois, apesar das semelhanças, a ilustração e o desenho distinguem-se,
principalmente, por seus objetivos ou finalidades. É o que veremos a seguir.

            O desenho artístico é um meio visual que tem como escopo, de acordo com a
maioria dos especialistas, uma forma de expressão com caráter pessoal ou
particular, ou seja, manifestação da perspectiva intuitiva do artista e, a
princípio, sem uma intenção comercial ou econômica. Seu modo de produção parte
do interior das experiências e valores do artista e, é expresso por meio das
diversas técnicas e instrumentos que o desenho artístico disponibiliza, tais
como: grafite, creiom, pastel seco, bico de pena, gravuras, aquarela, etc.

            A Ilustração é uma arte com fins práticos e econômicos, como meio tem a
função de atender uma comunicação pública ou privada, seja ela, institucional, comercial,
ideológica, etc. Voltada para a necessidade de mercado pode resultar em:
agregar valor ao produto, comunicar identidade corporativa, auxiliar no
posicionamento e diversas outras necessidades que envolvem um produto ou
serviço de empresas e instituições. São exemplos as ilustrações em embalagens,
moda, brindes, jogos, adesivos, etc.

            A ilustração como linguagem, tem um caráter criativo e eficaz, se adequa bem a
qualquer público e á diferentes projetos. Ela pode ser adequada para promover
comunicação com públicos de faixa etária distinta, podemos notar essa aplicação
nos materiais didáticos de diversos níveis de ensino. Também, infográficos,
personagens, ilustrações realistas são recursos da ilustração que podem
auxiliar outras linguagens de modo a potencializar a comunicação. 

 
As características da ilustração tem uma relação mais próxima com o design e menos com o desenho artístico, pois, a
ilustração, assim como, o design, foca no trabalho com linguagem, utiliza-se de
briefing para estabelecer a necessidade de um cliente e atende determinados
mercados. Enquanto o desenho, apesar de poder apresentar uma linguagem, tem seu
foco voltado mais à expressão do artista sem necessariamente ter o compromisso
de fazer com que a mensagem seja, objetivamente, compreendida e dirigida à um
público ou que atenda a necessidade de um produto ou serviço.  

Quanto ao aspecto formal, na ilustração a tendência vai em direção de composição de imagens mais figurativa e icônica,
enquanto no design trabalha-se mais, com a composição de elementos imagéticos,
tomado pelo viés mais abstrato e estrutural, isso ocorre, devido a complexidade
e objetivos específicos, dentro de um projeto de comunicação. Em geral, muitos projetos
procuram combinar e equilibrar as duas linguagens. Por outro lado, a relação
entre abstração e figuração no desenho artístico é mais livre. Segue abaixo um
resumo:
Podemos observar que a ilustração é uma linguagem visual, a serviço do mercado e da necessidade de terceiros, ou seja, ela atende um briefing (necessidades dos clientes). Enquanto o desenho artístico procura visar uma necessidade pessoal de expressão do artista ou fins artísticos.
Apesar das diferenças entre os termos ilustração e desenho artístico, a base da ilustração e de todas as artes visuais é o desenho. Assim quem pretende atuar bem na ilustração estudar desenho, pode ser de grande ajuda.
 

Referência Bibliografica:

ARNOLD, Eugene - Técnicas de la Ilustracion. - ed. LEDA. Barcelona, 1982.
MORRIS, Bethan. - Ilustración de Moda. - ed.Blume. Barcelona, 2006.
PARRAMON ,Jose M.- Técnicas de ilustración - Parramón Ediciones - 2002
ZEEGEN. Lawrence, - The Fundamental Illustration - Ed. AVA Publishing SA- 2005.
Marcio F. A. Miyazato é professor da Formação Profissional de Ilustração na Fundação Bradesco - Osasco.








sexta-feira, 27 de maio de 2011

Palestra de Concept Art & Character Design

Aconteceu no 10 e 11 de maio no Centro Universitario FIEO - Palestra e Workshop de Concept Art e Character Design com Marcio Ferreri.
A apresentação foi dividida nos seguintes topicos:
dia 10 - I- Concept Art definição e conceitos
II- Character Design, Metodo e Tecnicas
dia 11 - III- Matte Painting

Abaixo como foi a programação da Semana de Design
9.mai
Abertura da Semana da Comunicação – Design digital, Jornalismo e Publicidade
Reitora Dra. Maria Regina Azevedo
Primaveras filosóficas
Tema – Diversidade
Coordenação do professor Ronaldo Arnoni
10.mai
Workshop – Character Design (design de personagens)
O workshop tem como objetivo revelar a importância do trabalho de ilustração do designer de personagens nos projetos comunicacionais que envolvem profissionais e estudantes de Design Gráfico, Editorial, Digital, Publicitários e Jornalistas.
Professor e designer Marcio Ferreira de Araujo
11.mai
Exposição de cartazes dos alunos do DDINA6
Tema – Novas propostas de cartazes para filmes de terror utilizando o Photoshop como ferramenta de produção.
Os alunos, orientados pela professora Thaís Lari, explicarão aos interessados o processo de criação a partir do cartaz original e cenas dos filmes.
Continuação do Workshop sobre Character Design
Designer Marcio Ferreira Araújo
12.mai
Palestra – Design: criação e representação
Designer Markito Castanha e a designer e professora Helena Rugai Bastos
13.mai
Oficina e exposição – banner animado em Flash
A oficina abordará os conceitos básicos e introdutórios do software Flash. Os alunos aplicarão os conceitos na produção de um banner animado. Local – Laboratório XIII. Professora Thaís Lari

sábado, 17 de julho de 2010

Ciclo Era Digital - com Lucia Santaella








Conferência: Tendências atuais da cultura digital: terabytes, redes sociais e mobilidade

Local: Sesc Avenida Paulista

Palestrante: Lucia Santaella

Professora titular da PUCSP, diretora do Centro de Investigação em Mídias Digitais da PUCSP/CIMID e coordenadora do Centro de Estudos Peirceanos, Lúcia é uma pesquisadora incansável. No total, realizou 12 estágios de pós-doutorado no exterior e já obteve oito bolsas de produtividade em pesquisa do CNPq. Ajudou na implantação dos cursos de graduação em Jornalismo, do curso de Publicidade e do curso multidisciplinar em Tecnologia e Mídias Digitais na PUC paulista. É autora de diversos livros, como “O que é Semiótica” (1983, Brasiliense, 12a. ed. 1994, e várias reimpressões); “Matrizes da Linguagem e Pensamento: sonora, visual, verbal” (2001, Fapesp/Iluminuras) escolhido Prêmio Jabuti 2002; “Culturas e artes do pós-humano. Da cultura das mídias à cibercultura” (2003, Paulus, 2a. ed. 2004); “Por que as comunicações e as artes estão convergindo?” (2005, Paulus). Para saber mais sobre a palestrante, acesse http://pucsp.br/~lbraga.
A conferência Tendências atuais da cultura digital: terabytes, redes sociais e mobilidade faz parte do Ciclo Era Digital - A sociedade em rede e as transformações do mundo contemporâneo, que tem como proposta reunir os principais estudiosos da Itália, França, Espanha, Canadá e Brasil, para apresentar e debater com profissionais, acadêmicos, pesquisadores, executivos, lideranças sociais e com o público em geral, de forma interativa e acessível, as profundas mudanças pelas quais estamos sendo impactados em conseqüência da difusão das novas tecnologias comunicativas digitais. Nesta conferência, a palestrante abordou os seguintes assuntos:
1- 5 gerações de tecnologia da linguagemSantaella distingui cinco gerações tecnológicas:
1 - as Tecnologias do reprodutível, trazidas pela linguagem eletromecânica (jornal, fotografia,cinema);
2 - as Tecnologias da difusão, introduzidas pela revolução eletro-eletrônica (rádio e TV);
3 - as Tecnologias do disponível, próprias da cultura das mídias (walk-man, gravadores de vídeo, xerox, iPods);
4 - as Tecnologias do acesso ou da inteligência, a partir da revolução digital, e, mais recentemente,
5 – as Tecnologias da conexão contínua com “desprendimento das âncoras geográficas e trazendo interfaces amigáveis em dispositivos móveis num caráter multitarefa”.
Fontes:http://www.cicloeradigital.com.br/http://cicloeradigital.blogspot.com/http://www.aberje.com.br http://sergiocampelo.blogspot.com/

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Curriculo Vitae

Marcio Ferreira de Araujo.
Formando em Psicanalise pelo Instituto Langage SP. Pós-Graduação em Semiótica Psicanalítica na PUC (Pontifícia Universidade Católica)  -Pós Graduado em Marketing Politico e Propaganda Eleitoral - ECA USP (Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo) . Formado em Pedagogia, Coordenação e Gestão Escolar pela - FAFE (Faculdade Fernão Dias). Atualmente: professor na Área de Comunicação e Artes - Fundação Bradesco, Osasco SP. 16 anos de experiência na área de artes e educação.

Formação:
    ·         Formando em Psicanalise. Instituto Langage SP – 2014/2015.
    ·         Pós Graduação em Especialização em Semiótica Psicanalítica: Clinica da Cultura. Universidade Pontifícia de São Paulo PUC - 2011 - 2013.
    ·         Pós-Graduação - Curso de Especialização em Marketing Politico e Propaganda Eleitoral.  ECA - USP - 2010- 2012.
    ·         Graduação em Pedagogia, Coordenação e Gestão Escolar. - Faculdade Fernão Dias - 2009.
    ·         Curso Técnico de Radialismo Setor; Locução, Radio e TV – Senac -SP - 2001.
Cursos:         
  • Consultoria de Imagem – EnModa/Escola de Negócios da Moda - 2016
  • Workshop -  Portfolio de Marcas por Lifestyle – EnModa – Escola de Negócios da Moda – 2016
  •     Formação: Clinica de Intervenção da primeira infância: uma proposta para atendimento de bebês com risco constitucionais - Instituto Langage. 2015
  • ·      A competência do Bebê à Luz das Pesquisas mais recentes – Modulo ! e II-  Instituto Langage. 2015
    ·         Psicanálise e Instituição. Instituto Langage – curso em Paris/Belgica - 2014
    ·         Analise do discurso. Instituto Langage. - 2013
    ·         A Transferência. Instituto Langage. - 2013
    ·         Introdução a uma Psicopatol​ogia Crítica. Espaço Poiesis - 2013
  •    Estrutura clinica psicanalítica. Instituto Langage - 2014
  • Psicanalise e Educação (Educação e subjetividade). Instituto Langage - 2014
  • Fotografia, Audio e Iluminação para Cinema - Escola de Cinema - Reticon Filmes - 2011
  • Cinema - Produção, Roteiro e Direção - Planeta Tela Espaço cultural - 2008
  • Pintura e Ilustração - Quanta Academia de Artes - 2009.
  • Pintura Digital (CRAYON) Melies - Escola de Cinema de Animação - 2009.
  • Modelagem 3D com ZBrush - DRC- Treinamentos. - 2008.
  • Modelagem em Ecray - com Wesley Iguti - Quanta Academia de Artes - 2009.
  • Assessoria de imprensa - Senac SP - 2009.
  • Ilustração Editorial. Quanta Academia de Artes em 2008.
  • Historia em Quadrinhos. Quanta Academia de Artes em 2007.
  • Design e Criação. Impacta tecnologia/ SP em 2005.
  • Produção Grafica, Photoshop e Introdução ao Imac. Fundação Bradesco em 2005.
  • As Historia em Quadrinhos e a Linguagem dos Super Herois. Quanta Academia de Artes em 2008.
  • Curso de extensão Grego Classico Instrumental – I e II – USP, FFLCH em 2003/2004.
  • Empreendendorismo. SEBRAE-SP em 2001.
  • Expressão Verbal (Oratória) Senac-SP em 2001.
Congressos e palestras:
  • Palestra - Leitura de Imagens (Lucia Santaella) Ciclo de Palestra - Como Eu Ensino, Ed. Melhoramentos - 2012
  • Palestra - Sistema de Escrita Alfabética - (Artur Gomes de Morais) Ciclo de Palestra - Como Eu Ensino, Ed. Melhoramentos- 2012
  • Palestra - Pensamento Cientifico - A natureza da ciência no Ensino Fundamental (Nélio Bizzo) Ciclo de Palestra - Como Eu Ensino, Ed. Melhoramentos - 2012
  • Simposio Emoção Artificial 5.0 - Autonomia Cibernetica - Mesa: Autonomia e Pós Humanismo com Lucia Santaella e Stelac - Espaço Itaul Cultural - 2010
  • Simposio Emooção Artificial 5.0 - Autonomia Cibernetica - Palestra: Interações, Emergência e autonomia com Paul Pangaro - Espaço Itaul Cultural -2010.
  • O design Gráfico Hoje: “Ciência da Imagem: inquietações e incertezas” com Norval Baitello Jr ,Centro Universitário Maria Antonia USP 2010.
  • O design Gráfico Hoje como ele é. Chico Homem de Melo, Centro Universitário Maria Antonia USP 2009.
  • O design grafico hoje: "As Aventuras da Mercadoria" com Anselm Jappe - Centro Universitario Maria Antonia USP - 2009.
  • Ciclo Era Digital- conferenia -"tendencias atuais da cultura digital: terabytes, redes sociais e mobilidade"com Lucia Santaella. Sesc Consolação-2009.
  • Ciclo Era Digital - Autoproduções midiaticas" com Sergio Tadeu, Angela Pappiani e Gil de Souza. - Sesc Consolação - 2009.
  • Participação na 1 Conferencia Municipal de Comunicação - Osasco - UNIFIEO - 2009.
  • Participação no Anima Forum - 2008.
  • Participação em Palestra Marketing Politico e Legislação Eleitoral. PSB/ Osasco em 2008.
  • Participação na 5a. Semana de Relações Internacionais: Mídia e Poder. Impactos Sociológicos do Desenvolvimento da Comunicação de Massa. USP – Relações Internacionais, 2007.
  • Participação palestra estética comtemporanea na moda / com prof Victor Aquino - ECA USP.
  • Participação V Semana São Bento de Filosofia. Faculdade de São Bento de São Paulo em 2003.
  • Participação IX congresso e Feira de Educação Saber 2005.
Experiência Profissional:
  • Atualmente é Professor na area de Comunicação e Artes (Formação de Ilustrador e Planejamento Visual Grafico) – Fundação Bradesco, Osasco SP.
  • Em 1993 Trabalhou com desenho (retrato,caricaturas e ilustrações) em 1998/1999 No Continental Shopping, 2000/2003 no Shopping Osasco Plaza Shopping
  • 2000- 2004 foi Professor - coordenador na Academia Paulista de Artes em Osasco
  • Em 2000 – 2004 trabalho Free-Lancer como Cartunista para os jornais:
    - Hora do Riso – Osasco ; - Tabloide de Noticias/Osasco e Região ; - Jornal Estudantil/Osasco; - Terça Feira/Osasco ; - Ello e Entre Posto – CEAGESP – SP
  • Exposição ExpoHumor 2006 - Prefeitos de Osasco – Osasco Plaza Shopping.
  • Caricaturista em feiras , eventos, e empresas - Bienal do Livro (Jornal Pasquim) , Daland, Hershes, Aventis, C&A, Nestlé ( Pro Plam), Arvin Meritor, Clube do Metro, Banco Real, etc,.

Atividades adicionais:
  • ·         VI Colóquio NEPE-LANGAGE: Do sintoma ao shintoma – Poços de Caldas, 2014 Apresentação de trabalho: Corpo-mídia e psicanalise.

    ·         Palestrante na Semana de Comunicação. Tema: Discurso Iconográfico: A  Retorica das Imagens na Direção de Arte. Universidade UNIBAN/ANHANGUERA 2014.

    ·         Palestrante na Semana de Design. Tema: Concept Art e Character Design.  Universidade FIEO - 2011.

    ·         Sócio Fundador da APRIMOR - Associação de Profissionais de Imprensa e Mídia de Osasco e Região.

    ·         Palestrante da semana do Design – Universidade Bandeirante- UNIBAN - 2008.
Premiações:
  • Menção Honrosa, Melhor Caricatura – Mapa Cultural Paulista 2000. Catalogado.
  • 1° Geral, Troféu Fernando de Noronha 2000, Categoria desenho -2° GAAE
  • 1° Colocado, Medalha de Ouro, Desenho 2001 - 2 GAAE.
  • 3° Coloc. Desenho 2003 – 4 BIB.
Atividades culturais de intercambio
Outras informações:
  • 2010 - cursou disciplina como ouvinte: Teoria do Signo, Teorias da comunicação e Filosofia da Comunicação - com prof. Dr. Vinicius Romanini – USP
Curriculo Lattes
http://lattes.cnpq.br/5683449364216269